9 de outubro de 2011

Greenbuilding em Parques

Semana passada participei da Conferência e Exposição de Greenbuilding em Toronto, patrocinada pelo U.S. Green Building Council. Mais de 20 mil pessoas do mundo inteiro presentes.   

Fiquei impressionado com a quantidade de novas tecnologias para energia solar, aproveitamento de água da chuva, tratamento individualizado de esgoto, pavimento, telhas, telhado verde,  tapetes e até móveis feitos com uma mistura de óleo de soja endurecido com restos de garrafa pet moída.

E também tecnologias de prédios inteligentes. Em breve, uma casa poderá ficar independente das empresas de energia, água e esgoto. Para alguns casos isso já é possível.    

A melhor notícia que recebi foi que o Brasil esta avançando muito bem neste campo, dispondo de um Green Building Council Brasil

No Parque Estadual da Ilha Grande iniciamos a primeira experiência de utilizar o conceito de greenbuilding em infra-estrutura de Unidades de Conservação no Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de dar exemplo e reduzir os custos de manutenção. Compramos mesas de piquenique de madeira plástica.

Tentei ainda implantar banheiros secos, tecnologias desenvolvidas por uma ONG fluminense a partir do modelo nórdico, que infelizmente, não sei porque motivo, foi deixada de lado e jamais implantada. Embora vários parques do mundo estejam utilizando.

Dada a dificuldade de manutenção de edificações (centros de visitantes, sedes, banheiros e outros), a aplicação do conceito de greenbuilding deveria ser obrigatória.

Ano que vem haverá conferências em São Paulo (sempre eles) e em São Francisco (Califórnia). Vale a pena os órgãos de Unidades de Conservação mandarem seus arquitetos.   

O Brasil já tem as tecnologias. Basta querer.

Paulo Bidegain